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Como iniciar um Ecommerce

Como começar um e-commerce

A crise econômica agravada pela pandemia de COVID-19 trouxe um novo cenário para o mercado de trabalho e também para as relações comerciais. Porém, ao contrário do que se possa imaginar, muitas oportunidades também surgiram com essas mudanças, entre elas a de comércios pela internet.

Assim, caso esteja pensando em abrir seu próprio e-commerce, este artigo é para você. Acompanhe e descubra como montar sua loja virtual.

O cenário atual

cenário-ecommerce

A crise sanitária, que vem se estendendo desde o início de 2020, trouxe a necessidade do isolamento social, a fim de evitar a propagação do coronavírus. Com isso, o comércio eletrônico que já estava se desenvolvendo rapidamente teve saltos verdadeiramente enormes, uma vez que se colocou como alternativa aos consumidores e aos comércios para enfrentar as restrições de circulação.

Assim, muitas empresas concentram suas atividades principais neste tipo de negócio, apostando também na expansão do acesso à Internet, que leva os consumidores a buscarem formas mais adequadas e convenientes para as compras.

Com isso, podemos dizer que o mercado de e-commerce é sem dúvida um dos mais promissores, sem contar que o momento atual também se coloca como bastante propício para esse tipo de empreendimento.

Segundo dados veiculados pela Revista Istoé Dinheiro, somente no ano de 2020 o ramo de e-commerce bateu recordes dos 13 anos anteriores subindo 41% e movimentando cerca de 81 milhões de reais.

Agora que você já sabe como o momento é bom para este empreendimento, vamos descobrir como iniciá-lo.

Escolha entre um site próprio, uma plataforma ou os dois

O primeiro passo para se lançar como o mais novo vendedor da internet é decidir que tipo de recurso você vai utilizar para levar seus produtos ao conhecimento do cliente, ou, em outras palavras, trazer o cliente até os seus produtos. Para isso, existem basicamente três opções:

• Plataformas coletivas

• Site individual

• Ambos

As plataformas coletivas

Caso você ainda não conheça, as plataformas coletivas de venda são sites nos quais diversos vendedores independentes e lojas anunciam e vendem seus produtos.

A maioria delas tem a vantagem de facilitarem não apenas a chegada do cliente até as suas ofertas como também cuidarem da parte logística referente ao pagamento, garantindo a regularidade e a isonomia da transação tanto para o cliente, quanto para o vendedor ou loja.

No entanto, por outro lado, o grande volume produtos, ofertas e comerciantes presentes nesses sites, podem tornar a venda uma verdadeira guerra.

Anunciantes pequenos e com poucas negociações realizadas acabam em desvantagem, uma vez que para estar bem posicionado nessas plataformas é preciso um alto volume de vendas realizadas com sucesso e também de avaliações positivas dadas pelos clientes.

Assim, alcançar um bom rankeamento pode exigir bastante tempo, o que normalmente torna o retorno financeiro mais demorado. No entanto, é muito importante lembrar que estar nessas plataformas é uma das estratégias mais utilizadas para marcar presença na internet. Então, apesar das dificuldades iniciais que elas possam apresentar, não as ignore por completo.

O ideal é fazer uma profunda consideração sobre seu tipo de e-commerce, o público alvo e os produtos oferecidos, para poder avaliar o quanto poderá valer a pena investir recursos, principalmente tempo, nos sites coletivos.

Caso essa seja a sua opção, existem muitas plataformas por onde você pode começar. Algumas são:

• Mercado Livre

• Shopee

• Amazon

• Enjoei

Recentemente, algumas grandes lojas como Americanas e Magazine Luiza também passaram a aceitar parcerias com vendedores individuais.

O processo para iniciar é relativamente simples e padronizado em todas elas. Em geral, basta fazer o cadastro, seguir o passo a passo e depois iniciar a divulgação de seus produtos através de anúncios.

Site individual

Diferentes das plataformas descritas anteriormente, o site individual é um espaço virtual exclusivamente dedicado à sua loja, aos seus produtos e aos seus clientes.

Ele pode ser personalizado, direcionado, e ter um design muito mais marcante para a consolidação da sua marca.

Ao contrário das plataformas coletivas, uma vez que o cliente está em seu site, você não concorrerá pela atenção dele com mais ninguém. Dessa forma, a conversão em vendas se torna muito mais fácil. Porém, não pense que não existe concorrência. Se nas plataformas coletivas você concorre com outros vendedores, no seu site individual, você concorrerá com toda a internet.

Lembre-se que o cliente está navegando em bilhões de oportunidades de páginas, lojas, sites, jogos, vídeos, etc. Assim, você precisará atraí-lo no meio de todas essas informações.

Caso essa seja a sua melhor opção, existem várias formas de fazer seu próprio site. Alguns mecanismos, como o Wix, permitem confecções simples, possibilitando a criação de uma loja em poucos minutos.

Por outro lado, caso você queira um site mais otimizado, com design e domínio exclusivos é possível contratar profissionais para a elaboração. Uma das vantagens desse tipo de site é que seu rankeamento nos mecanismos de busca é muito mais fácil, o que torna sua loja mais competitiva.

Ambos

Sim, é possível optar pelas duas formas de e-commerce e dependendo do caso específico é, ainda, o mais recomendado.

Ter um site individual pode ajudar na consolidação da sua marca junto ao cliente, ao entregar um ponto de referência em meio ao volume gigantesco da internet.

Por outro lado, manter-se também ativo nos e-commerces coletivos pode ajudá-lo a aumentar a presença e as vendas na internet, que pode ser de grande ajuda para a receita da loja.

Como escolher entre as opções?

Para optar entre as três possibilidades, é importante conhecer seu tipo de comércio. Por exemplo, lojas varejistas que trabalham com importações e variedades muito grande de produtos, conseguem se destacar nos e-commerces coletivos, devido principalmente ao volume de vendas e variedade de anúncios e produtos.

No entanto, se você trabalha com produtos mais limitados e uma variedade menor, porém ainda precisa de certa quantidade de demandas para manter o negócio rentável, talvez a melhor opção seja optar pelo modelo misto.

Outro caso ainda, são de comerciantes que trabalham com produtos exclusivos e de baixa produção, como ateliês de moda, artistas plásticos e artesãos. Para esses, não existem motivos muito fortes para adentrar em plataformas coletivas, sendo mais interessante, manter um site individual, no qual podem explorar o contato mais direto com o público e as características singulares de seus itens em oferta.

Meios de pagamento

meios-de-pagamento

O próximo passo é decidir quais os meios de pagamento serão aceitos por sua loja virtual. Sobre isso, podemos afirmar o seguinte, quanto mais variadas forem as formas de pagamento aceitas pelo seu e-commerce maiores serão as suas chances de vendas.

A maioria das pessoas que compram pela internet utiliza o cartão de crédito. Ao fazer compras na web, os brasileiros costumam usar em primeiro lugar o parcelamento do cartão de crédito, sendo esse referente a 48% das compras.

Na sequência, vem o pagamento à vista, feito também nos cartões de crédito. Os dados são do IX Relatório de Tendências de Meios de Pagamento da Minsait e foram publicados pela Revista Veja no ano passado.

No entanto, apesar do alto uso dos cartões de crédito, um e-commerce não deve abrir mão das outras formas de pagamento tais como:

• Cartões de débito

• Transferências bancárias

• Boletos

• Pix

Naturalmente, que as formas de pagamento abraçadas pela loja virtual precisam ser consideradas e avaliadas no plano financeiro do negócio.

O marketing

Marketing para Ecommerce

Algo indispensável para qualquer espécie de negócio é o marketing. Ele é responsável não apenas por atrair o cliente e converter a venda mais também por consolidar a imagem e a marca da loja.

O e-commerce não é uma exceção a essa regra. Ao contrário, a web é um ambiente bastante competitivo, e sai na frente aquele que possui e implementa as melhores estratégias de marketing. Assim, para começar seu e-commerce é necessário traçar a estratégia que vai guiar as suas ações de publicidade.

Um método muito utilizado na internet, principalmente, por quem vende produtos nichados ou especializados é a estratégia do funil.

Nessa metodologia, o cliente, ou lead, é entendido conforme a fase na qual se encontra quanto seu potencial ou desejo para a compra do produto.

Essas fases são estabelecidas como uma pirâmide invertida, daí deriva o nome funil.

No topo, encontram-se os leads menos inclinados à compra, no fundo ou base, estão aqueles com alto potencial de conversão.

Vamos pegar o exemplo de um e-commerce que vende câmeras para monitoramento doméstico.

Um cliente que se encontra no topo do funil, é aquele que nem mesmo reconhece a utilidade que uma câmera espiã teria para ele. Assim, as ações de marketing nesse ponto devem ser direcionadas para despertar a curiosidade e atenção do lead para o tema.

Para isso, pode ser utilizado o marketing de conteúdo como a produção de textos e vídeos informativos.

Depois que esse cliente se inteirou sobre o assunto, ele já saberá que uma câmera espiã pode revelar por exemplo como os funcionários de sua casa. Digamos, como uma babá se comporta com as crianças em sua ausência. Nesse ponto, o lead já está no meio do funil, pois já reconhece seus problemas.

Ainda no mesmo exemplo, o cliente de fundo de funil é aquele que já conhece bastante sobre o assunto, já tomou consciência do problema e já sabe que a câmera espiã é a sua solução. Uma das ações utilizadas para levar esse cliente a compra é o email marketing.

Lembramos ainda que esse foi apenas um pequeno exemplo de método de marketing e que ainda existem muitos outros que podem ser explorados e adaptados às características próprias do seu e-commerce.

Logística e entrega

Logistica e entrega no Ecommerce

Esse é outro ponto que nunca pode ser esquecido pelos comerciantes que atuam pela web. Sejam produtos físicos ou virtuais é sempre importante pensar na forma como eles serão entregues aos clientes.

Quando falamos em produtos virtuais, as dificuldades são menores. Um curso, um aplicativo ou mesmo vídeos de entretenimento encontram diversas opções para serem disponibilizados após a venda. Normalmente, eles podem ser hospedados em uma nuvem ou plataforma e liberados para o comprador após a confirmação do pagamento.

Por outro lado, quando se trata de produtos físicos os desafios são maiores. Em certos casos, é preciso pensar no estoque dos itens ofertados. Dependendo do tipo de produto que você irá oferecer é importante manter uma certa quantidade de exemplares para envio imediato.

No entanto, se esse não for seu caso, algumas plataformas de venda coletiva já se responsabilizam pela estocagem e entrega dos produtos. Esse recurso é um verdadeiro facilitador, principalmente, para os e-commerces que trabalham com vendas sob demanda.

Infelizmente, não são todos os tipos de venda que permitem essa facilidade. Assim, ao começar um e-commerce, é preciso fazer uma vasta pesquisa frente às formas de envio. Afinal, pela internet, você pode alcançar um público geograficamente irrestrito e receber pedidos até mesmo de outros países.

Além dos Correios, o mais comum, também existem outras empresas que fazem transporte e entregas de encomendas e volumes. No entanto, é importante ter muita organização em relação aos dados e postagens dos produtos, pois você não quer errar em um envio e deixar seu cliente insatisfeito.

Dicas bônus para quem vai começar seu e-commerce

Agora, que você já conhece alguns dos principais passos e tópicos para abrir sua loja virtual, confira estas dicas que podem fazer aquela diferença:

Atendimento. O seu cliente precisa se sentir acolhido. Invista sem medo nesse quesito. Mantenha diversos canais de comunicação e se possível atendimento ao vivo nos horários comerciais.

Esteja presente nas redes sociais. Uma das maiores ferramentas de aproximação com os clientes são as redes sociais. Porém tome cuidado para não ser inoportuno, oferecendo seus produtos insistentemente. Nesses espaços, dê preferência a assuntos relevantes e informativos que atraiam a atenção e a simpatia do potencial cliente.

Conheça seus concorrentes. Uma das maneiras de se destacar na internet é conhecendo profundamente a concorrência. Entre em suas páginas, veja as estratégias que eles estão utilizando e quais são aquelas que estão dando certo. Inspire-se nelas, mas com cuidado, para não passar por plagiador.

Esperamos ter ajudado para que você se sinta mais confiante e pronto para iniciar o seu e-commerce. Ainda lembramos que sempre vale buscar por mais informações e conhecimentos, pois é isso que fará a diferença para que você se destaque na web.

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